Pedro Álvares Cabral

Moderador: Beladona

Responder
Avatar do Utilizador
Beladona
Regente
Regente
Mensagens: 2990
Registado: 23 de abril de 2007 às 17h13
Localização: Algarve

Pedro Álvares Cabral

Mensagem por Beladona »

Trago hoje o navegador e descobridor do Brasil, Pedro Álvares Cabral que nasceu em Belmonte no ano de 1467 ou 1468 e morreu em Santarém supostamente em 1520.

in diversas fontes da net.

Pedro Álvares Cabral também conhecido por "Pero Álvares Cabral", "Pedr'Álváres Cabral", "Pedrálvares Cabral", "Pedraluarez Cabral" entre outros nomes...estas variações ortográficas continuam a ser utilizadas...foi um fidalgo, comandante militar, navegador e explorador português, creditado como o descobridor do Brasil. Realizou a primeira exploração significativa da costa nordeste da América do Sul, reivindicando-a para Portugal. Embora os detalhes da vida de Pedro Álvares Cabral serem esparsos, sabe-se que veio de uma família nobre colocada na província interior e recebeu uma boa educação formal.

Foi nomeado para chefiar uma expedição à Índia em 1500, seguindo a rota recém-inaugurada por Vasco da Gama, contornando África. O objectivo deste empreendimento era regressar com especiarias valiosas e estabelecer relações comerciais na Índia — contornando o monopólio sobre o comércio de especiarias, então nas mãos de comerciantes árabes, turcos e italianos.

A sua frota de 13 navios, afastou-se bastante da costa africana talvez intencionalmente, desembarcando no que ele inicialmente achou tratar-se de uma grande ilha à qual deu o nome de Vera Cruz (Verdadeira Cruz) e que Pêro Vaz de Caminha faz referência. Explorou o litoral e percebeu que a grande massa de terra era provavelmente um continente, despachando em seguida um navio para notificar o rei D. Manuel I da descoberta das terras.

Como o novo território se encontrava dentro do hemisfério português de acordo com o Tratado de Tordesilhas, reivindicou-o para a Coroa Portuguesa. Tinha desembarcado na América do Sul, e as terras que tinha reivindicado para o Reino de Portugal mais tarde constituiriam o Brasil. A frota reabasteceu-se e continuou rumo ao leste, com a finalidade de retomar a viagem rumo à Índia.

Nessa mesma expedição uma tempestade no Atlântico Sul provocou a perda de sete navios, as seis embarcações restantes encontraram-se eventualmente no Canal de Moçambique antes de prosseguirem para Calcutá na Índia.

Pedro Álvares Cabral inicialmente obteve sucesso na negociação dos direitos de comercialização das especiarias, mas os comerciantes árabes consideraram o negócio português como uma ameaça ao monopólio deles e provocaram um ataque de muçulmanos e hindus ao entreposto português os quais sofreram várias baixas e as suas instalações foram destruídas. Pedro Álvares Cabral vingou-se do ataque saqueando e queimando a frota árabe e em seguida, bombardeou a cidade em represália à incapacidade do seu governante explicar o ocorrido. De Calcutá a expedição rumou para Cochim, outra cidade-estado indiana, onde Pedro Álvares Cabral fez amizade com o seu governante e carregou os seus navios com especiarias cobiçadas antes de regressar à Europa.

Apesar da perda de vidas humanas e de navios, a viagem de Pedro Álvares Cabral foi considerada um sucesso após o seu regresso a Portugal.

Os lucros extraordinários resultantes da venda das especiarias reforçaram as finanças da Coroa Portuguesa e ajudaram a lançar as bases de um Império Português, que se estenderia das Américas ao Extremo Oriente.

Pedro Álvares Cabral foi mais tarde preterido quando uma nova frota foi reunida para estabelecer uma presença mais robusta na Índia, possivelmente como resultado de uma desavença com D. Manuel I. Tendo perdido a preferência do rei, aposentou-se da vida pública, havendo poucos registos sobre a parte final da sua vida. As suas realizações caíram no esquecimento por mais de 300 anos. Algumas décadas depois da independência do Brasil de Portugal no século XIX, a reputação de Pedro Álvares Cabral começou a ser reabilitada pelo Imperador D. Pedro II do Brasil.

Desde então, os historiadores têm discutido se Pedro Álvares Cabral descobriu o Brasil e se a descoberta foi acidental ou intencional.

A primeira dúvida foi resolvida pela observação de que os poucos encontros superficiais feitos por exploradores antes dele mal foram notados e em nada contribuíram para o desenvolvimento e a história futura da terra que se tornaria o Brasil, a única nação das Américas onde a língua oficial é o português.

Quanto à segunda questão, nenhum consenso definitivo foi formado e a hipótese de descoberta intencional carece de provas sólidas. Não obstante, embora o seu prestígio tenha sido ofuscado pela fama de outros exploradores da altura, Pedro Álvares Cabral é hoje considerado uma das personalidades mais importantes da Era dos Descobrimentos.

Pedro Álvares Cabral é um dos heróis nacionais brasileiros, sendo homenageado anualmente no dia 22 de Abril. No entanto, a data não é um feriado nacional. Em 22 de Abril de 2000, uma série de eventos promovidos pelo governo brasileiro marcaram as comemorações dos 500 anos do descobrimento do Brasil, o que gerou fortes protestos dos povos indígenas, além do pedido de demissão do então presidente da Fundação Nacional do Índio, Carlos Frederico Marés de Souza Filho.

Em 1900, como parte das comemorações dos 400 anos do descobrimento do Brasil, foi inaugurado no largo da Glória no Rio de Janeiro, um monumento de Rodolfo Bernardelli em homenagem a Pedro Álvares Cabral. Outras cidades brasileiras também homenagearam o explorador dando o seu nome a vias públicas — a mais notável delas é a Avenida Álvares Cabral em Belo Horizonte. Existem também várias escolas públicas e outros estabelecimentos privados que têm o nome de Pedro Álvares Cabral.

Em Lisboa, foi erguido um monumento em homenagem a Pedro Álvares Cabral na avenida que recebeu o nome do explorador na freguesia de Santa Isabel. A estátua, inaugurada em 1940, é uma réplica da estátua de Bernardelli e foi um presente do governo Vargas ao povo português. Do mesmo modo, a sua terra natal homenageou-o com uma estátua, assim como a cidade onde se encontra sepultado.

A antiga nota brasileira de 1 000 cruzeiros novos (1967–1970), tinha a efígie de Pedro Álvares Cabral, assim como a cédula comemorativa de dez reais (2000) e a moeda de um centavo, que actualmente possui circulação limitada.

Em Portugal, a antiga nota de 100 escudos dos anos 50 bem como a de 1 000 escudos de 1996 apresentavam igualmente a efígie de Pedro Álvares Cabral, no caso da primeira acompanhada de uma imagem representativa da descoberta do Brasil.

Títulos e honrarias:

Moço fidalgo em 30 de Junho de 1484.

Fidalgo do Conselho do Rei em 1497.

Cavaleiro do Conselho do Rei em torno de 1518.

Honras:

Cavaleiro da Ordem de Cristo concedido em 1497.
Leonor Especial
Imagem

Responder