o que divide ...

Este espaço destina-se a  apresentação e debate sobre os movimentos político-monárquicos.

Moderador: Beladona

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nau
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O que divide

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PARTE VIII – em suma

1. Monarquia é o regimen político que, no topo da instituição , tem uma figura hereditária (que se transmite dos pais aos filhos pela via da geração ), vitalícia (que mantém tal dignidade por toda a vida) e apartidária (que não pertence a qualquer facção ), existindo nas versões de Monarquia absoluta (o soberano tem poderes apenas limitados pelas leis fundamentais); Monarquia constitucional (o poder do soberano é dividido entre o monarca e os representantes eleitos da comunidade); Monarquia electiva (o soberano é eleito por um colégio de notáveis sufragados); Monarquia social (a que voltarei mais adiante). Nos tempos idos, a Monarquia embrionária consolidava-se sempre que um chefe impositivo transmitia ao presuntivo e/ou designado herdeiro o mesmo estatuto na comunidade, dando origem a uma dinastia e obviando disputas após a morte do fundador. As comunidades, amalgamadas do presente por razões geopolíticas e/ou económicas, caminham tendencionalmeente para uma solução monárquica como, por exemplo, os Castros em Cuba, os Assads na Síria e Kim Young Il na Coreia do Norte. Também se verifica tal embrião nas recentes tentativas de Hugo Chavez na Venezuela e Zelaya nas Honduras de prolongarem os seus mandatos presidenciais. É bom salientar que soberano é aquele que ocupa o primeiro lugar na hierarquia política, não estando sujeito a qualquer tipo de sufrágio que, com certa lógica, será o passo seguinte dos atrás referidos demagogos (Chavez/Zelaya), passo esse já dado por kaddafi da Líbia, “eleito” vitaliciamente. A galeria dos salvadores da pátria é enorme, evidenciando-se os nomes de Adolfo Hitler, José Estalin, Benito mussolini, etc., estes com sucessão frustrada. Por outro lado, sempre que um escol possidente de uma comunidade sobreleva, com pertinácia, os seus interesses particulares ao bem comum, a República é o sistema político da sua afeição , pela oportunidade última que esta lhe proporciona de opor o chefe instituido a prazo (Presidente da República) ao desaire que o dito escol teve no sufrágio dos delegados do Povo (maioria apurada no Parlamento não lhe é favorável). Assim, quando o espírito cooperativo for majorado na comunidade, a Monarquia Social será, sem sombra de dúvida, uma relidade neste país, do extremo ocidente da Europa, à beira mar plantado.
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Nau

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O que nos divide

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PARTE – VII

2. Monarquico é, obviamente, o adepto da Monarquia por esta não dar pretextos a lutas sectárias no topo da instituição , permitindo que os debates políticos, normais em qualquer comunidade democrática, se concentrem no que é essencial, ou seja, na gestão do bem comum. Sou monárquico por ser democrata e democrata porque, no decurso da minha juventude, a prática cooperativa – acção concertada, diálogo, busca de consensos, responsabilidades assumidas – foi uma experiência de valor inestimável, mesmo para um jovem cidadão como eu, sem qualidades relevantes. Logo, não compete ao Rei governar (manter ou instruir o Governo) pois esta função pertence ao Povo, mas garantir a democracia real, isto é, aquela possível no jogo democrático. A Comunidade, numa divagação exemplificativa, é como uma garrafa de vinho em que os contornos são mero aspecto desta e a rolha (o Monarca) apenas contém o essencial – o líquido que representa o espírito comunitário. Os mais chocarreiros poderão tomar esta alegoria como o Monarca representando a lei ... da rolha. Porém, na Monarquia não é a lei formal que importa sobrelevar, mas o espírito da Comunidade que estabelece e renova as regras que lhe são mais adequadas. Confesso que as divagações acerca destes temas me aborrecem, pelo excesso de lugares comuns utilizados. Divertem-me mais os esforços dos adversários da Monarquia quando estes pretendem defender os seus pontos de vista apenas avançando com ataques abstrusos, alegando que, embora existam monarquias onde os princípios e a experiência democrática não oferecem qualquer dúvida, os ditos regimenes apresentam no topo da instituição uma figura não sufragada, esquecendo que não é o voto que assegura o espírito democrático, mas a prática e a vivência democrática (diálogo, consenso, acção concertada) que o justificam. É curial preguntar-se, com certa curiosidade: É monárquico? Porquê? Frequentemente encontro materialistas professos com uma espiritualidade religiosa iniludível; socialistas que se escandalizam com a colectivização dos meios de produção ; sociais-democratas adversos à redistribuição da riqueza ... traço comum: o clubismo, isto é, um louvável espírito de dedicação (mero gregarismo) que anima grupos compactos em que o raciocínio se encontra muito arredado para não perturbar a paz das boas almas. Logo, a opção de todo o cidadão criterioso (que revela juizo ponderado) e distituido de qualquer preconceito é a democracia e a preservação desta no tempo futuro, resumido na fórmula: “Morreu o Rei. Viva o Rei!”. bom é ter presente que Democracia significa Governo e Administração do Povo; os símbolos da Comunidade persistem pelo consenso de várias gerações; o chefe da instituição política é designado pela linhagem, deliberadamente assumida no passamento do soberano reinante.
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Nau

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PARTE – VII, em suma

3. O Rei é o soberano por via hereditária de certas comunidades. Soberano porque, na hierarquia da instituição política, ocupa o primeiro lugar e não depende de qualquer sufrágio, bem como está inibido de participar nos mesmos, ao contrário do Povo que, sendo igualmente soberano, deverá votar, selectivamente, em este ou aquele membro da Comunidade para a gestão do bem-comum, excepto no Rei por a figura em questão ser designada pela sua linhagem e existir, pelo consenso de várias gerações, como símbolo dos indivíduos unidos por identidade de origem e cultura, sujeitos a um governo comum, lei e interesses também comuns. “Morreu o Rei. Viva o Rei!” por isso, o presuntivo herdeiro deverá, deliberadamente, assumir as suas obrigações dinásticas ou, como se verificou com Dª Catarina de Bragança no século XVI, não se habilitar à herança indivisa, pelo que foi munificentemente recompensada. É frequente nestas coisas de crise sucessória, como aconteceu nas Cortes de Lisboa, em Janeiro de 1580, bem como nas Cortes de Almeirim do mesmo ano, incoerentemente, alguns afirmarem que as Cortes têm o direito de eleger o soberano, tomando como referência a Monarquia Polaca que tem por fundamento a concertação entre maiorais; protestando outros (aliás, protelando outros) vão sugerindo que seja acatada a decisão do Cardeal-Rei D. Henrique que, precursor de D. Manuel II, não tomou qualquer iniciativa pública, embora um cavaleiro da Ordem de Cristo, de nome Febo Moniz, tenha dirigido ao soberano de então a súplica que reza assim: “Pelas lágrimas dos órfãos que vivem de esmolas do reino de seu Rei natural; pelo remédio dos fidalgos que lhes tirais, entregando-os a Rei estranho; pelas necessidades das viúvas que sei acharem amparo; pelas misérias dos pobres que neles acham abrigo, peço-vos, Senhor, que conserveis este reino na liberdade em que os Reis vossos Antepassados, a quem sucedestes, o puseram. Representai ante vossos olhos que todos comigo vos dão vozes – A quem nos deixais, Senhor? Por que razão nos cativais? A quem nos entregais? Aonde nos trazeis?...”. O testamento do Cardeal-Rei, datado de 29 de Maio de 1579, aberto após a morte deste, exarava o seguinte: “…e portanto mando às pessoas de qualquer qualidade, estado e condição que sejam destes meus reinos, que quando for nomeado o meu sucessor lhe prestem vassalagem”. Não faltava quem tenha preferido negociar com o inimigo, isto é, o soberano de Espanha... Tinha sido aberta uma crise política com a morte de D. Sebastião (adiada com a inefável passagem do Cardeal-Rei D. Henrique) em que interesses particulares se exacerbaram - não era o Povo que decidia; não eram as preocupações de uma boa gestão que estavam em causa; apenas as artimanhas daquele que, lançando uns contra os outros, saiu vitorioso mesmo antes de usar a força das armas. Hoje, não é o Rei de Espanha, apenas os cripto-republicanos que usam de artimanhas nas movimentações políticas que lhes são caras, na tentativa de protelarem decisões aos incautos de senso político pouco monárquico. A questão é muito simples: se é ao Povo que cabe tomar decisões quanto à implantação da Monarquia e outros problemas relevantes (e por experiência sabemos que a maioria é incriteriosa, logo vulnerável às sugestões de partes interessadas) porquê acusar o herdeiro da Coroa Portuguesa de incapaz ou usurpador? Se a dinastia nos garante a funcionalidade da Democracia, deveremos questionar, sistematicamente, a sucessão segundo gostos que não se discutem mas se mostram perversos aos interesses da Comunidade? A alternativa é apenas a República. Pela falta de convicção de alguns e a frustração de outros, celebramos, melancolicamente, o 1º centenário…

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Nau

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PARTE – VII, em suma

4. O Estado de Direito é aquele em que as normas jurídicas se encontram devidamente estabelecidas. Após a Revolução Francesa, o Direito ganhou uma importância nunca antes vista, pela crescente complexidade das relações humanas, pessoais e económicas. O Direito, por si só, designa um corpo de regras que tem por objectivo organizar a vida da Comunidade, definindo o estatuto de cada órgão , as relações e hierarquias entre os mesmos. Está previsto igualmente no Direito a prerrogativa de cada cidadão avocar as regras que lhe são mais favoráveis, dado que, na essência, as regras deverão ser neutras (Direito objectivo) embora no fenómeno jurídico não se possa eximir das atrás referidas prerrogativas que determinam a aplicação dos Direitos subjectivos. Sempre existiram regras nas comunidades de todos os tempos, também de natureza geral e neutra: “não invocar o nome de Deus em vão ”; “não se fala com a boca cheia”; “não se insultam as mães dos árbitros de futebol”; etc., o que subentende a existência de um critério específico (as regras do Direito); um processo causativo (a criação das regras); uma aplicação das mesmas (os Direitos subjectivos). As regras do Direito têm sempre uma natureza coerciva embora não implique, necessariamente, uma sanção explícita. Todos conhecem as regras de trânsito rodoviário, mas basta visitar algumas cidades portuguesas para nos apercebermos que raramente se respeitam as velocidades máximas estabelecidas; as passagens dos peões nas zebras; o estacionamento de viaturas sobre os passeios ou eixos de ruas, sendo frequente ouvir dizer, nas zonas de parqueamento problemático, que nem um lugar com placa de proibição de estacionamento existe para lá deixar o carro. Logo, o Estado de direito (constantemente avocado nas Repúblicas dos nossos dias) só ganhou relevância com o esbatimento da figura de “súbdito de Sua Majestade” – súbdito, aquele que tem o direito (prerrogativa) de pertencer a um determinado país, logo da autoridade desse país; cidadão será aquele que tem o direito legal de pertencer a um determinado país, i.e., colombiano por nascimento (súbdito da autoridade colombiana) tomou a cidadania espanhola. É por isso que, sendo a palavra rei a própria majestade, a instituição monárquica está intrinsecamente súbdita à palavra dada: sem rei não há monarquia, embora esta, tendencialmente, exista na continuada eleição de delegados (res publica) pelo Povo mas sob a designação de República e a tutela partidária de um chefe a prazo. Esta mudança de papéis (words, words, words) não é supinamente importante, como também não é importante a invocação do Estado de Direito associado à Democracia, pois esta é a generatriz das regras que não a súbdita das mesmas, pois o fervilhar de vida mutável é característica da Comunidade.

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iznoguud
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Mensagem por iznoguud »

Efectivamente... a constante troca de ordem relativa, aparentemente, aos textos que o nosso caro Nau procura expor... deixam-me algo confuso.

Penso que podemos continuar a, tentar, seguir a numeração indicada... ou seja que ANTES de podermos analisar o VIII teremos de analisar os VII que por aí já andam e que, pelo que parece, ainda estejam para aparecer (a seguir a lógica do nosso caro Nau... pelo menos mais uns 3 posts).

Estarei errado?

IzNoGuud

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PARTE – VII, em suma

5. o Povo é “a cor local” das novas democracias. Nos tempos idos, tudo se fazia em nome do Rei, não por este ser o dono da “quinta”, mas a referência da Comunidade. Hoje, quando os símbolos se multiplicam (bandeiras, emblemas, hinos, siglas, etc., clubísticos, partidários ou religiosos) pouco mais há para dizer por saturação de genéricos, repetindo-se até à exaustão que o Povo é soberano e, às costas deste, se fazem todas as tropelias. O conjunto de seres humanos que vivem numa comunidade sujeitas às mesmas leis, unidos por identidade de origem e cultura é uma das possíveis definições do nome colectivo Povo de que, geralmente, se fala na terceira pessoa do singular (ele, o Povo), apenas assumido no plural quando se pretende reivindicar qualquer coisa de interesse particular ou no auge de uma campanha eleitoral (nós, o Povo). Com o Povo ignaro poucos se identificam, mas este é, tendencialmente, a maioria na comunidade, embrutecido pela disciplina do trabalho duro que, na origem latina da palavra significa tortura por instrumento próprio e se resume na aplicação das forças e faculdades do homem à produção que, segundo o padre Panici, no sermão de quaresma pronunciado em 18 de Fevereiro de 1945, na Notre-Dame de Paris, como anátema à doutrina marxista supostamente endeusada ao trabalhador “faz do homem uma máquina ou um animal apenas superior ao gorila ou ao chimpanzé”. Porém, a grande burguesia ou os tecnocratas de serviço, não podendo excluir os referidos primatas, é com estes que conta para manipular – directamente ou por interpostos delegados – o Poder, através do voto. Por favor não me venham falar dos ancestrais direitos do Povo português e/ou o Povo tem sempre uma palavra a dizer, pois isso soa a ladainha de “beatas de sacristia” e/ou a tirada política de barbeiro de aldeia. Sem dúvida que, no centralismo-democrático, a votação piramidal por assembleias múltiplas ascendentes é mais objectiva do que o sufrágio nos regímenes parlamentares padronizados na Europa ocidental, mas não creio que o modelo político Norte-Coreano tenha muitos adeptos em terras lusas … O Povo é soberano e a Democracia é dinâmica e, sobretudo, perfectível através da acção concertada, do diálogo, dos consensos alargados e, por razão de honestidade intelectual, jamais deverá ser invocada para suporte de esquemas políticos de conveniência e/ou agrado particular.

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Nau

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PARTE VII – em suma

6. A implantação da Monarquia só é possível através do número de cidadãos criteriosos e estes não são produzidos como se chouriços fossem: entra povo ignaro num lado da máquina; sai pelo lado oposto cidadãos judiciosos. É a formação de homens de corpo inteiro que importa e não legalidades extemporâneas. A República nasceu, à semelhança de todas as outras rebeliões que tiveram lugar no decurso do século passado, como uma insurreição contra a ordem estabelecida. Aliás aquele período foi useiro e vezeiro em múltiplos pronunciamentos e parco em revoluções, i.e., alteração profunda nas condições económicas, nos costumes, nas opiniões e nas ideias dos cidadãos. Portugal (país periférico), comunidade atlântica no extremo da Europa, tem sempre acompanhado o progresso científico e político das grandes potências mundiais (particularmente nas modas políticas, embora a velocidades diferenciadas) tendo levado o seu recatado conservadorismo a uma penosa ditadura (a Salasarquia) que apenas serviu para proteger o património da Igreja Católica dos ataques bocejos dos carbonários portugueses de então . Certo é que os referidos carbonários se limitaram a explorar o desagrado da população urbana pelo excessivo peso da Igreja (que começava no nascituro e se estendia até à exumação ) na sociedade do fim do século XIX, estratégia política precursora da linha escatológica seguida pelo último Prémio Nobel português. Com este comentário, não pretendo fazer a apologia da rebelião , mas salientar a importância dos monárquicos se afirmarem como revolucionários, pois o que importa na comunidade portuguesa de hoje é a mudança de atitude em relação ao consumismo descontrolado que, em boa parte, está na origem dos desequilíbrios (privados e públicos); em relação aos costumes desbragados que se abraçam como hedónicos sem o assumir de responsabilidades; em relação ao fraco senso prático para a avaliação das situações e ao diletante espírito criativo para vencer as dificuldades – do presente, bem como as do futuro. A Comunidade portuguesa – ora se arroga dos seus grandes feitos, ora se embasbaca perante as miragens estrangeiras – tem meios de sustentabilidade próprios: prover do necessário à vida; concorrer em forças, méritos, valor com quaisquer outros povos; criar, permitir o desenvolvimento de novas tecnologias que permitirão optimizar os recursos naturais (o Sol, o Mar, a terra natal). Não se confinando a uma Europa cada vez mais emburguesada, burocrática e egoísta, Portugal tem a alternativa de outras comunidades distintas, mas com uma expressão familiar – a língua portuguesa – bastando despir-se dos preconceitos de inferioridade/superioridade em relação a brasileiros, angolanos, moçambicanos, etc., pois o importante é conviver como bons parceiros na ajuda mútua para a conquista da Felicidade. A implantação da Monarquia é o tomar consciência da força da razão , lutando pelo essencial, contra caprichos pessoais.

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Nau

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longair
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Hum desculpem interromper esta longa e interessante conversa textual, mas resumindo tudo a muito pouco, eu cá penso que afinal o que divide não é a simplicidade da coisa, mas sim a complicação que se faz dela ;) :mrgreen:
C. Longair

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PARTE – III, em suma

Nas relações humanas, S.J. Fritzen, salientou:

1. As seis palavras mais importantes: admito que o erro foi meu.
2. As cinco palavras mais importantes: você fez um bom trabalho.
3. As quatro palavras mais importantes: qual a sua opinião ?
4. As três palavras mais importantes: faça o favor.
5. As duas palavras mais importantes: muito obrigado.
6. A palavra mais importante: nós.
7. A palavra menos importante: eu.
Saudações do cooperativista,

Nau

P.S. : Por lapso, a “PARTE – VII, em suma, parag. 3” foi apresentada como “PARTE –VIII” que, obviamente, não existe.

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PARTE – VII, em suma

7. Indisciplinado por natureza, resta aos membros da Comunidade lusa procurar esquemas que lhes permitam viver dignamente, de acordo com os meios e a sua capacidade de adaptação às mais adversas condições, o que se verifica quando bem enquadrado nos múltiplos cometimentos: de investigação , de fabrico, gestão , criativos, etc. Logo, é na participação activa da feitura dos projectos, na condução dos mesmos e no assumir de decisões e responsabilidades que a gente lusa se poderá exercitar para a construção de um futuro melhor de rosto português, abandonando o individualismo inculcado pelos mestres republicanos e dedicando-se ao estudo e prática do associativismo. Basta começar por pequenas tertúlias familiares, vicinais, académicas etc., até ganhar consistência em projectos com pernas para andar (unidades de consumo, de produção , de distribuição ; editoras livreiras/audiovisuais; postos de radiodifusão ; institutos de ensino jovem/sénior; mútuas financeiras, etc.) na linha tradicional do APC (Amizade, Proximidade, Capacidade). O CECIM (Centro de Estudos Cooperativos de Inspiração Monárquica) oportunamente deu as dicas para a fundação de uma cooperativa (trâmites, sugestões). A nossa bandeira é a azul e branca, pelo branco representar a síntese de todas as cores (i.e., as diferentes correntes políticas da Comunidade) e o azul a cor do planeta Terra no espaço sideral – a fronteira, natural, do presente. O associativismo é a Estrada Real, consubstanciada na Liberdade-Equidade-Solidariedade, que nos conduz à Monarquia Social. Os que teimam em ficar no Restelo, varados pelas agruras do passado e das inibições pessoais terão , por lenimento, as próximas celebrações do Centenário da República. Nós, com lógica e a força da razão , conclamamos: “Viva El-Rei D. Duarte Pio”, caminhando para a frente, rumo ao futuro.

Saudações do cooperativista,

Nau

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