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IMPORTANTE ESTUDO EDITADO EM LIVRO
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2008.04.22 14:20h
Diário do Sul, 09 de Abril de 2008 IMPORTANTE ESTUDO EDITADO EM LIVRO A ETERNA QUESTÃO DE OLIVENÇA/AS AMBIGUIDADES POLÍTICAS E DIPLOMÁTICAS António Luiz Rafael (gravura com a capa do livro) (no final, notas sobre algumas declarações feitas no artigo, à margem do mesmo) Ana Paula Fitas, professora universitária, e natural de Évora, acaba de dar à estampa o volume intitulado "Olivença e Juromenha - Uma História por Contar". Trata-se de um texto que serviu de tese para o doutoramento da autora, e sumariado "para uma mais fácil leitura", a partir de um original totalizando mil e duzentas páginas.
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Diário do Sul, 09 de Abril de 2008
 IMPORTANTE ESTUDO EDITADO EM LIVRO
A ETERNA QUESTÃO DE OLIVENÇA/AS AMBIGUIDADES POLÍTICAS E DIPLOMÁTICAS
António Luiz Rafael
(gravura com a capa do livro)
(no final, notas sobre algumas declarações feitas no artigo, à margem do mesmo)
   Ana Paula Fitas, professora universitária, e natural de Évora, acaba de dar à estampa o volume intitulado "Olivença e Juromenha - Uma História por Contar". Trata-se de um texto que serviu de tese para o doutoramento da autora, e sumariado "para uma mais fácil leitura", a partir de um original totalizando mil e duzentas páginas.
   Para levar a cabo este trabalho, Ana Paula Fitas assentou arraiais nas localidades a estudar para assim estar confrontada "ao vivo" com a história (e histórias), sentimentos, lembranças, marcas do passado e realidades actuais. E assim nos é aberta a porta deste livro, seguindo-se o percurso iniciado em 1164, quando D. Afonso Henriques, pela primeira vez, toma a região de Olivença (que assim passa a ser domínio português), seguindo-se depois os diversos episódios históricos decorridos até ao ano de 1801, quando, na sequência da chamada "Guerra das Laranjas", aquela parte do território ( e após a assinatura do Tratado de Badajoz ) transitou para a posse de Espanha.
   Ana Paula Fitas praticou uma pesquisa minuciosa, algo a justificar totalmente a frase final do título: uma história por contar, pois na verdade ali são interpretadas relevantes situações que nos levam a um melhor entendimento desta "Eterna Questão". Juromenha ( a irmã de Olivença, mas na margem oposta do Guadiana ) é igualmente analisada, estabelecendo-se assim a correlação das duas Praças, e  o seu protagonismo ao longo dos séculos. Indiscutivelmente um livro a não perder.
   Em Évora o lançamento desta obra aconteceu na Livraria D. Pepe, onde diversas personalidades usaram da palavra no decorrer da sessão, primeiramente Fernando Mão de Ferro da Editorial Colibri, e depois a Dr.ª Lina Jan, responsável na CCDR/Alentejo pela Cooperação Transfronteiriça; o jurista António Teixeira Marques, Presidente do Grupo doa Amigos de Olivença, e o Professor Moisés Espírito Santo, Catedrático da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas.
   Este último convidado (1)desenvolveu, numa lúcida explanação, o seu pensamento relativamente à questão/Olivença, analisando o aspecto político e jurídico, e afirmando em determinado momento que "Olivença politicamente é espanhola, mas culturalmente é portuguesa". Aparentemente não pareceu muito convicto de um dia se verificar o "regresso" de Olivença à posse portuguesa. Acha antes mais plausível fomentar a fraternidade popular transfronteiriça com a responsabilidade partilhada e independente dos Estados, e isto "porque às vezes os "factos" sobrepõem-se mais que o Direito"(2).
   O Professor Moisés Espírito Santo Santo alvitrou mesmo (a exemplo de Vilar de Mouros ou Zambujeira do Mar)...porque não promover um Festival naquela zona fronteiriça de modo a que os jovens oliventinos e os alentejanos pudessem confraternizar(3)?
   Finalmente, a Professora Ana Paula Fitas a gradeceu a presença de tantas pessoas naquele espaço livreiro, e fez votos para que o seu livro contribua para um melhor conhecimento do tema, e sirva igualmente como mola dinamizadora nas regiões da raia, eliminando uma parte da monotonia existente. À pendência histórica limitou-se a afirmar que se foi diluindo um pouco graças ao bom relacionamento das autarquias de ambos os lados do rio. E acrescentou:"a situação manteve-se ao longo dos séculos, sobretudo devido às ambiguidades políticas e diplomáticas do nosso país".
   Deste modo se encerrou este acto de apresentação de novo lançamento de uma obra literária, seguindo-se depois a habitual sessão de autógrafos.
   Assim, ae a bom ritmo, Évora vai recebendo a visita de vários autores, o que é extremamente benéfico para um melhor conhecimento dos seus trabalhos e bem assim quanto ao pensamento de quem os escreve.
ANTÓNIO LUIZ RAFAEL
FIM

________________________
NOTAS ( DA INTEIRA RESPONSABILIDADE DE CARLOS LUNA)
(1)Provavelmente por falta de espaço, o jornal não se refere aos tópicos desenvolvidos pelo Jurista Teixeira Marques sobre os aspectos jurídicos da "Questão". Uma pena, pois a notícia fica muito pouco imparcial!
(2) O Professor Moisés Espírito Santo desenvolve aqui uma idéia aparentemente generosa, mas muito perigosa! Se as situações "de facto", em Direito Internacional, fossem aceitáveis, teríamos várias agressões de estados poderosos a territórios de estados vizinha mais fracos, ou a estados inteiros, que, após algum tempo, porque eram situações "de facto", se tornariam "legais". Imagine-se o Inferno! Ou imagine-se o que teria sido este princípio aplicado a Timor. Ou, já agora, pergunte-se o que leva Madrid a não encarar esta hipótese sobre Gibraltar, ou a Argentina sobre as Malvinas... A idéia é, pois, um contra-senso...
(3) Mais uma vez, por detrás de uma idéia generosa de fraternidade, verifica-se uma falácia! NÂO HÀ SITUAÇÔES DE DISPUTA TERRITORIAL EM Vilar de Mouros ou Zambujeira do Mar. A proposta do Prof. Moisés Espírito Santo corresponde a propor a Madrid que celebre a Amizade Hispano-britânica em ...Gibraltar... continuando este território sob administração britânica. Imagine-se a resposta de Madrid a uma tal proposta. Parece também que o Professor desconhece o absoluto branqueamento ( e falsificação) da História que prossegue em Olivença. Em 9 de Abril de 2008, no maior super-mercado de Olivença, três jovens funcionários oliventinos insistiram, uma e outra vez, que Olivença fora trocada por Campo Maior Na Guerra das Laranjas. Perante um livro de História (ESPANHOL) onde tal era desmentido (um dos poucos que o faz), replicaram que "o livro estava errado", porque "toda a gente em Olivença sabia que assim [a troca] fora, e não havia mais conversa!"  Perante este "quadro", como é possív
el sustentar "encontros culturais apolíticos"?
Paulo Especial
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