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O Usurpador
O Usurpador O Usurpador
2008.01.25 06:14h
O Usurpador , livro onde são feitas poderosas revelações sobre a forma como foi conduzido o último processo de sucessão monárquica e sobre o destino que tomou o património de D. Manuel II, que envolve nomes como o de Salazar, monárquico convicto, e de D. Duarte Nuno de Bragança, actual Chefe da Casa Real Portuguesa, numa forte polémica.
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Desde a morte do Rei D. Manuel II (1932) que a questão dinástica está envolta em enorme polémica. Recentemente, porém, o tema assumiu contornos de verdadeiro assunto de Estado. Para tal contribuiu o conhecimento público de um parecer emitido pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros, solicitado pelo então ministro Freitas do Amaral, que reconhece D. Duarte Pio de Bragança como Duque de Bragança e Chefe da Casa Real de Portugal, fundamentando essa decisão numa série de considerações, algumas surpreendentes. A sucessão da Coroa de Portugal foi assim, decidida em termos "definitivos e executórios" por uma República.

"É absolutamente ridículo esta promiscuidade entre a República e uma famíla, é gritantemente instituicional e primário", escreve Nuno da Camara Pereira em O Usurpador , livro onde são feitas poderosas revelações sobre a forma como foi conduzido o último processo de sucessão monárquica e sobre o destino que tomou o património de D. Manuel II, que envolve nomes como o de Salazar, monárquico convicto, e de D. Duarte Nuno de Bragança, actual Chefe da Casa Real Portuguesa, numa forte polémica.

Neste livro são dadas pistas escandalosas sobre o qual foi, afinal, o real destino da colecção de arte da Fundação D. Manuel II, que estava no Palácio da Ajuda aquando do incêndio que aí deflagrou... Descreve-se o enriquecimento da Fundação, de intuitos unicamente sociais e de solidariedade, com a venda e urbanização do património, nomeadamente o prédio da António Maria Cardoso, onde funcionou a PIDE. O bloco de edifícios é agora pertença de uma sociedade anónima controlada por Vasco Pereira Coutinho, que a 8 de Dezembro, D. Duarte Pio de Bragança galardoou em Vila Viçosa com uma comenda. "Enriquecido pelo delapidado espólio da Fundação D. Manuel II, que dissumuladamente se disvirtuou da sua razão social, apoia-se muito burguesmente numa pseudomonarquia emergente e plena de novo-riquismo que a imprensa cor-de-rosa fomenta", lê-se a certa altura nesta viagem cronologicamente organizada pela História de Portugal, desde os últimos anos da Monarquia até aos dias de hoje.

Recorrendo a um estilo próprio e muito vivo, apoiado em abundante e indesmentível documentação, o autor desmonta, página a página, o equívoco que, há cerca de um século, envolve a questão dinástica em geral e a pretensão miguelista. E dá conta de como com "despudor, desrespeito e desconsideração pelas mais elementares regras da nobreza, D. Duarte Pio de Bragança usurpou para si todos os títulos usados pelos antigos reis de Portugal.

Nuno da Camara Pereira nasceu em 1951, em Lisboa, tendo vivido toda a sua juventude em Évora, lugar que adoptou por afeição como terra natal, pelo que viria a ficar de forma indelével apegado ao bucolismo das gentes e planícies alentejanas.

É engenheiro técnico agrário, fadista, presidente do Partido Popular Monárquico, presidente da Associação do Conselho de Nobreza, Comendador-Mor da Ordem de São Miguel da Ala, e actualmente, deputado à Assembleia da República. Apenas com 28 anos, já especializado em diversas matérias agrícolas, e com um temperamento dinâmico e impulsionador, desenvolveu o maior projecto hortofrutícola de sempre na zona do Ribatejo, granjeando grande prestígio junto do sector. Desde cedo se destacou pela sua verticalidade e marcada personalidade, sendo frequente ver o seu nome associado a causas polémicas, rastilhos de acesas discussões públicas, o que lhe tem valido, ao longo dos anos, tantas simpatias como incompatibilidades.

Temerário, porém, com um grande sentido humanitário, tem pugnado activamente no combate ao que considera serem flagrantes injustiças sociais, designadamente através da Associação de Socorro e Amparo, uma instituição particular de solidariedade social, à qual preside.

Foi desde sempre um autodidacta relativamente ao estudo da acção humana ao longo dos tempos. Autor e apresentador do magazine, Solares de Portugal, emitido pela RTP, momento em que assumiu publicamente a sua paixão pela História, Heráldica e Genealogia.

Fonte : Dom Quixote.

O Dr. Nuno da Camara Pereira concedeu ao monarquicos.com uma pequena entrevista sobre este seu livro, poderá encontrar a mesma aqui.

Miguel M. Costa
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Comentários Comentários (5)
NunoRamos 20.07.2011 05:37:16
Os homens podem fazer o que o poder da força lhes permite! Mas, a verdade da história é só uma! Parabéns ao Sr. Nuno da Câmara Pereira pelo seu livro e todo o trabalho realizado em prol da causa monárquica!
2010 08.11.2010 01:57:39
Pelo que li e que me aprofundei agora neste assunto, de facto, o Dr. Nuno da Câmara Pereira tem toda a razão nas suas palavras e no seu livro. Na verdade, trata-se de um mero e reles usurpador da coroa real portuguesa e do espólio real dos mais virtuosos Reis de Portugal - D. Manuel II.
Anónimo 15.03.2008 11:27:44
Parabens e obigado pelo livro o usurpador. Claro que neste universo portugues de nacionais e internacinais socialstas não teve o sucesso que merecia. Mas é semente que vai dar muitos frutos
Anónimo 24.02.2008 01:41:23
A única sucessora directa da coroa portuguesa foi D. Maria Pia de Saxónia Coburgo Bragança, filha do Rei D. Carlos I de Portugal com D. Maria Amélia Laredo e Murca e, consequentemente, irmã do Rei D. Manuel II.
Anónimo 31.01.2008 23:38:40
...grande problema para D.Duarte, não bastava o italiano Rosário de Poidivani, surge agora D.Nuno Da Cãmara Pereira e, mais importante ainda, D.Pedro de Mendoça, VI Duque de Loulé a disputar a primazia, de forma históricamente sólida.