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Monarquia enquanto alternativa
Monarquia enquanto alternativa Monarquia enquanto alternativa
2007.10.19 12:50h
Artigo de opinião do autor sobre a forma de proceder face às problemáticas que assolam o presente Estado da Nação.
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Temos passado, perdido na opinião de uns quantos, algum tempo a debater alternativas políticas tanto para as questões Regimentais quanto para a questão da Sucessão.

Temos também, tacteado em volta de questões Socio-Económicas, sejam estas de índole Cooperativista ou não.

 

Note-se que em todos estes se discute ou apela à Democracia, enquanto valor a se exercer ou salvaguardar. Mas onde igualmente não há consenso no que é ou deve ser esse mesmo valor. Ora vejam:

 

- Encontramos aqueles para os quais a democracia, nada mais é que um estratagema onde se dá a ilusão de se dar o poder à maioria, mas este mantém-se apenas num círculo fechado.

- Temos aqueles que advogam a implementação de um modelo económico-social, o qual para além de ser mais equidativo poderá servir de veículo de ensino de diversos conceitos necessários, entre os quais o de democracia.

- Temos aqueles que sonham com a democracia, enquanto utopia.

- E temos aqueles que se afirmam democraticos, mas procuram calar todos quantos pensam de forma diferente.

 

Até agora, como se pode ver, não há nada de novo no que vos estou a apresentar.

Então onde teremos de tentar inovar?

 

Creio eu, que terá de ser no conceito do modo, ou filosofia, de vida que seguimos.

Porque defendo tal coisa, que por ventura mais parece um regresso aos ideais Salazaristas?!

 

Porque vivemos numa Sociedade que cada vez mais defende o Materialismo, logo onde há uma crescente Exclusão Social.

Onde o usofruto pleno dos Direitos adquiridos, cada vez mais se limitam aqueles que os podem pagar ou quanto muito aquele que tiver acesso priveligiado ao Poder.

Onde as Camadas Sociais excluídas, cada vez mais sem esperança, se viram para os únicos lados de onde conseguem, aparentemente, retirar algum conforto... as Teologias ou os Extremismos Políticos.

 

Como poderemos mudar este cenário negro?

Recorrend, tal como é defendido por alguns, a modelos económicos cooperativistas. Onde com o empenho e muita dedicação, se conseguirá (assim se espera) ir reduzindo a Exclusão Social ao se promoverem Unidades Cooperativas Auto-Sustentáveis que consigam geral riqueza, ainda que mínima.

 

Chega, no entanto, esta mudança da estrutura de Base Económica?

Creio que não! Pois não terá mudado ainda a forma de viver e pensar dos Potugueses.

 

O que teremos então de fazer?

 

Temos de usar modelos cooperativos, enquanto exemplos, mas igualmente teremos de enquanto Grupo avançar e apresentar propostas.

Não poderemos ser "outro" Partido, onde a ideologia, a estrutura e a forma de pensamento saía das cabeças da cúpula dirigente e se feche aos demais!

A nossa forma de atrair Portugueses terá de ser uma em que procuremos estimular dúvidas, questões, a participação destes e a vontade de o fazer.

 

Aceito que esta estruturação pareça e até seja algo caótica. Mas imaginem só um Sistema em que os Monárquicos apoiam a criação de estruturas económicas cuja função seja a da criação de Riqueza, diminuição da Exclusão Social, etc..

Logo, sem estarmos a fazer caridade, estaremos a tentar dar uma Cana de Pesca aqueles que dela necessitam.

 

Se aliarmos isto com um Grupo que procure activamente saber a opinião dos Portugueses e entabolar Debates/Discussões sobre as temáticas existentes na Sociedade Portuguesa.

Este Grupo atrairá sobre si a atenção dos Portugueses e, esperançosamente, com o passar dos tempos aumentará a intervenção e vontade em o fazer dos mesmos. Recolhendo, se o nosso trabalho tiver proveitos, um aumento de prestígio que se capitalizará noutros eventos em que participemos.

 

Nós somos Monárquicos, defendemos um Rei por N motivos. Mas não podemos/devemos defender uma Monarquia à qual os Portugueses sirvam como forma de servirem Portugal.

Hoje, em pleno Século XXI é a Monarquia que tem de servir os Portugueses de modo a servirmos Portugal.

Se os Portugueses quiserem uma Monarquia de esquerda, esta deverá ser de esquerda! se quiserem uma de direita, esta deverá ser de direita! se quiserem uma Bandeira Rosa às Bolinhas Brancas... Siga!

 

Portugal tem de ter um Presente| O Futuro será aquilo que quisermos e o Passado é imutável.

 

A forma pensar dos Portugueses tem de mudar e para isso temos de apelar aquilo que estes querem.

Ainda há pouco tempo li que na Noruega, a segunda maior cadeia de restaurantes ia passar não cobrar o valor das refeições SE os clientes não gostarem destas.

Ora os Gestores desta cadeia não são ingénuos e sabem que inicialmente receberão muitas reclamações falsas, opinião expressa pelos mesmos. Mas igualmente acreditam que após o "choque" inicial, os seus clientes aceitarão pagar as mesmas e contam até com um aumento significativo no número destes.

 

Porquê? Porque acreditam neles!

 

Também nós temos de acreditar nos Portugueses, para que estes possam acreditar em nós e nos Partidos.

Ainda há algum tempo, numa discussão no politica-monarquica, creio, uma pessoa que debatia comigo defendia que SE dessemos aos Portugueses a oportunidade destes escolherem sempre o seu caminho, que estes escolheriam sempre o caminho mais fácil (e talvez mais incorrecto).

Não digo que não! Mas quando confrontados com um Governo que respeite as escolhas populares, indiferentemente do resultado destas. Se calhar passariam a ponderar melhor ANTES de decidirem.

 

Imaginem o que seria o Governo aconselhar o "sim", enquanto resposta a uma qualquer proposta e os Portugueses optarem pelo "não", que o Governo acatava essa escolha e esta prováva-se danosa.

O que aconteceria quando numa outra situação, o Governo aconselhá-se o "sim"?

Se os Portugueses seguissem dessa vez a recomendação desse mesmo Governo e essa opção desse frutos, esse Governo ganharia a confiança dos Portugueses.

Estamos nós prontos para assumir este risco?

 

É lógico que uma medida não dá frutos de um dia para o outro, que cada resposta só ao fim de algum tempo é que começaria a dar respostas claras. Mas as mesmas poderiam ser apontadas a um dado momento.

E é com isso que teriamos de agir.

 

O mais sensato provavelmente dirá que estarei a propor vivermos num Estado de Insanidade Saudável. Curiosamente até creio que seja verdade.

 

O que temos a perder?

Muito, pois estaremos a aceitar correr um alto risco.

 

O que temos a ganhar?

Tanto ou mais do que temos a perder. Pois para além de demonstrarmos que confiamos nos Portugueses e que estes são capazes de se Governarem.

Estaremos a operar uma mudança na forma de pensar, agir e ser dos Portugueses.

 

Qual será o nosso papel?

O mesmo! Continuará a recair em nós (e nos partidos) o papel de esclarecer, elucidar e orientar os Portugueses.

Só que agora! a responsabilidade das tomadas de decisão recairia maioritáriamente "neles" e não no político "mauzão", a quem deram uma maioria absoluta e que para além de aumentar os Impostos, não resolveu o desemprego nem deu aumentos de 25%

 

Ou seja. Que podemos esperar um período algo caótico, para não dizer anárquico. Mas seria igualmente de esperar um regresso a um nível de confiança nas instituições políticas, como já não se vê há muito.

Cabendo aos partidos, saber cumprir o mandato que os Portugueses lhe entregassem. Aumentando igualmente o grau de interesse e participação na Governação Nacional.

 

Qual seria o papel do Rei?

Este seria o "Pai", o exemplo por excelência. A sua missão primordial seria a de tentando ser um de nós, apresentar as suas opiniões e dúvidas aos Portugueses, ao mesmo tempo que frisa que a decisão é e deverá ser de todos nós.

 

No fundo torna-se num "apresentador televisivo", com uma componente mais séria.

Procura-se educar a Nação, para que esta consiga de forma responsável fazer as melhores escolhas.

 

Digam-me coisas...

 

 

Paulo Especial
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