Monarquicos.com Monarquicos.com Fórum Monarquicos.com Vídeos Monarquicos.com Adicionar aos Favoritos
Francisco Louçã
Francisco Louçã Francisco Louçã
2007.10.18 08:09h
Com o intuito de dar a conhecer e esclarecer os monárquicos sobre os pontos de vista das mais variadas vertentes políticas, ideológicas e culturais de uma forma responsável e imparcial, apresentamos a entrevista ao Dr. Francisco Louçã, líder do Bloco de Esquerda sobre questões relacionadas com o regime, economia, questões sociais e políticas da actualidade. Esta entrevista inclui-se no esforço que o monarquicos.com tem vindo a realizar sobre a formação de bases de conhecimento sobre o pensamento dos políticos actuais e cujo contributo, em forma de entrevista, visa a apreciação do actual estado do movimento monárquico, bem como da avaliação e estudo de práticas, condutas e políticas a seguir pelo mesmo.
Imprimir Imprimir este artigo • Texto : Pequeno Normal Grande
Fechar
Enviar artigo por email
Indique o endereço de e-mail para o qual deseja enviar uma mensagem contendo um link para este artigo:

Estão as diversas correntes políticas actuais desactualizadas face aos tempos que correm, ou são os políticos que temos quem tem falhado quanto às expectativas dos Portugueses?

Numa Sociedade em que o incentivo ao consumo da produção interna não é uma aposta muito visível, em que as empresas cada vez mais se têm de virar para mercados externos cada vez mais competitivos e ainda existe a ideia entre os Portugueses, de que o que é do estrangeiro é bom. Como se pode então defender a manutenção das indústrias, postos de trabalho e aumentos salariais em Portugal?

Com um programa de qualificação e emprego.

De forma simplificada, como poderemos inverter a tendência económica de perda de poder de compra e postos de trabalho por parte dos Portugueses e tentar corrigir erros do passado?

O IVA subiu duas vezes, 17% para 19% e posteriormente de 19% para 21%, com a intenção de se angariarem fundos que permitissem reestruturar a máquina do estado. Concorda com a necessidade dos mesmos e acha que estes foram/estão a ser producentes?

Foram decisões erradas.

Se me permite, que políticas assumiria caso estivesse a seu cargo a reestruturação da máquina do estado?

A função pública é ineficiente, temos diversos institutos a fazerem o mesmo trabalho e a fazerem-no mal, os funcionários públicos até bem recentemente para serem promovidos não necessitavam de apresentar trabalho mas sim apenas anos de casa, ou seja com esta total ineficiência do funcionalismo e máquina do estado, como é que se pode dar a volta a esta situação? Quais as medidas a tomar na sua opinião pelos nossos governantes?

É necessário fazer um levantamento de todas as capacidades e de todas as funções do Estado, para adequar meios a funções.

Apesar de tal não ser desejável, mas se para sanear a máquina do estado e esta ficar a funcionar correctamente, tivesse de despedir 10.000 funcionários públicos, teria a coragem política para o fazer?

Há falta de funcionários: não há creches públicas, faltam enfermeiros, faltam médicos, faltam assistentes sociais.

Qual é a opinião do Sr. sobre legislação, já em vigor ou que seja proposta, que possa levar à discriminação, seja esta de que forma for?

Acho que a discriminação social é inaceitável.

Como vê então, a questão do Casamento Homossexual, onde aparentemente a Constituição Portuguesa permite estas uniões no molde pretendido pelos mesmos, mas a Legislação restringe o acesso a esta?

A Constituição estabelece e bem que não é ao Estado que compete definir o que é o amor "legal", essa é uma escolha livre das pessoas.

E em relação à IVG. Acha que após dois referendos os Portugueses ficaram bem "servidos" quanto a esta questão, ao nível da elaboração das próprias perguntas quanto aos conteúdos das diversas campanhas? Ou seja, que hoje os Portugueses estão mais esclarecidos e conscientes do que se tratou nestes referendos?

Sim.

Agora em relação à Laicidade do Estado. Como tem visto a recente questão da existência de símbolos religiosos em edifícios públicos?

Acho absurdo.

Apesar da grande maioria dos Portugueses professar uma crença, aceita que a existência de símbolos religiosos apenas dessa mesma crença possa ser considerada como discriminação para com aqueles que não professem ou revejam na mesma?

Concerteza.

Consideraria enquanto solução mais correcta, a existência de símbolos de todas as crenças representadas em Portugal ou a ausência destes nos edifícios públicos, excepto nos locais definidos para os mesmos?

Não, não deve haver símbolos religiosos no espaço que é de todos.

E em relação à emigração, tão necessária. Deverá esta ser selectiva, somente permitindo o acesso de aqueles que aceitem a forma de ser e estar Europeia (generalizando) e que possuam as habilitações necessárias para suprir as necessidades internas ou que esta deva se manter aberta, ou seja, permitindo o acesso livre (tanto quanto possível) à mesma? Porquê?

Deve permitir a todas as pessoas o mesmo que foi permitido aos portugueses que emigraram para França nos anos 60.

Qual é a opinião do Sr. sobre o presente estado da Nação?

Vivemos uma crise social grave.

Considera que os Portugueses se encontram desiludidos com os seus políticos?

Concerteza.

Seria justo na sua opinião, que cidadãos nacionais se agrupassem com o intuito de proporem alternativas políticas ou mesmo constitucionais, sem que necessariamente tivessem de recorrer à fundação de novos partidos?

Sim, pode haver muitas formas de expressão política.

Aceitaria enquanto passível de análise uma proposta que questionasse a presente forma de Regime Político em Portugal, desde que apoiada por um número significativo de assinaturas?

Se isso quer dizer monarquia, acho irrelevante.

Enquanto político, acha que se podem reduzir as diferenças entre a Monarquia e a República enquanto Regimes Políticos, a uma questão quase de foro partidário, estilo esquerda e direita?

Não, acho que é uma questão de respeito pela igualdade entre cidadãos. Eu não sou súbdito de ninguém.

Como vê a questão tantas vezes levantada pelos Monárquicos do art.º 288 alínea b) da Constituição. Ou seja, da impossibilidade de escolha de Regime Político por parte dos Portugueses? Não será este artigo uma violação ao direito dos Portugueses da liberdade de escolha do seu futuro de forma democrática?

Acho irrelevante, perdoe-me a franqueza.

Como vê o apoio dado por monárquicos a listas de esquerda, como por exemplo na campanha do Dr. Garcia Pereira à Câmara de Lisboa?

Uma curiosidade.

Já agora, como viu as campanhas eleitorais na Cidade de Lisboa? E as diversas acusações de discriminação dos "media" quanto à apresentação dos conteúdos programáticos por parte dos candidatos com menor intenção de voto?

A campanha foi esclarecedora das grandes dificuldades e da coragem que se impõe para mudar a cidade. Acho que é isso que José Sá Fernandes tem representado.

Enquanto defensor de uma política, considera que sob uma Monarquia, um governo sob a sua chefia teria tantas hipóteses de apresentar trabalho, quanto sob a República? Porquê?

Acho a monarquia um disparate, como sabe.

Como vê a União Europeia e a participação de Portugal na mesma, de um ponto de vista político?

Espero que seja permitido aos portugueses votar em referendo sobre as escolhas políticas da União.

Na sua opinião qual o modelo que a União Europeia deve seguir? O modelo Federal, tipo "caldinho" de Nações e Povos. Ou o modelo Confederal, tipo "Manta de Retalhos" das mesmas Nações e Povos?

Acho indispensável respeitar o espaço das nações e dos povos, e conjugar os Estados no que é prioritário.

De volta a Portugal e a um tema que tem voltado a ter destaque, a Regionalização. Crê que há a necessidade da mesma numa Nação com o tamanho de Portugal?

Sim.

E por fim, com o recurso às novas tecnologias, não poderiam as Regiões Autónomas dos Açores e Madeira ser integradas na Governação Central, visto estas apenas serem justificadas pela sua insularidade?

Não, a autonomia regional é necessária.

Paulo Especial
Comentar Comentar
  Anónimo
log-in? | registar
Restam 1200 caracteres
Comentários Comentários (1)
Anónimo 08.04.2008 17:30:29
Então não é verdade, que a razão nasceu com o senhor Paco Louça e vai morrer com ele. Só os Ditadores, estão seguros de tudo, como este Paco Louça