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A questão da Sucessão em Portugal
A questão da Sucessão em Portugal A questão da Sucessão em Portugal
2007.08.08 13:14h
A questão de uma Sucessão por definir com um Sucessor definido, à priori.
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Meus amigos,

 

Acreditemos ou não que a Sucessão esteja resolvida, o que acontece é que nunca foi possível finalizar qualquer cerimónia legal directamente ligada à questão da Sucessão, ou seja, que o Trono Português se encontra em vacatura.

 

Podemos dizer hoje quem é o familiar varão mais próximo do falecido D. Manuel II?

É claro que sim! O mesmo é D. Duarte Pio de Bragança.

 

Tal implica que o mesmo é automáticamente Rei de Portugal?

É claro que não, pois ninguém, nem mesmo um descendente directo de D. Afonso Henriques pode ou deve passar por cima dos desejos dos Portugueses.

 

Aquando do falecimento de D. Fernando, Portugal não estava em vacatura, pois este tinha deixado descendência na fígura de D. Beatriz sua filha, entretanto casada com D. João de Castela. Mas isso não impediu os Portugueses de desejarem outro como Rei, tenha sido pela razão que fosse.

Tal como, apesar de D. João I, então ainda Mestre de Aviz, ter liderado a revolta que manteve Portugal uma Nação independente, tal não impediu que tivessem de ser efectuadas cortes e que fosse necessária uma defesa acérrima da sua pretensão face aos demais pretendentes, sendo mesmo que as preferências destas cortes recaiam num filho de D. Pedro com D. Inês de Castro, entretanto capturado em Castela.

 

Ou seja, a descendência directa, e legítima, de D. Afonso Henriques foi afastada do Trono de Portugal por os Portugueses terem outra ideia quanto ao seu futuro e aquele que comandou, aparentemente, este processo quase que não era Rei.

 

Tal como o exemplo de D. João II, o Princípe Perfeito. O Soberano mais marcante da História Nacional, na minha opinião, que após o falecimento do Infante D. Afonso foi impossibilitado de reconhecer um seu filho bastardo enquanto Herdeiro do Trono.

 

Ou seja, que não é por se ser família, mais ou menos directa que automáticamente se passa a ser Rei em Portugal e que no fundo, após estes exemplos todos, se pode dizer que mesmo com a Sucessão definida nunca em Portugal se violaram as Regras impostas para a Sucessão.

 

Como se pode então pretender impôr alguêm, seja tal como já foi dito descendente ou não de D. Afonso Henriques ou até mesmo o único familiar varão do último Rei de Portugal?

A resposta é simples. Não se pode impor.

 

D. Duarte Pio, o qual espero ver enquanto Rei dos Portugueses, terá de se sujeitar sempre à opinião dos mesmos tal como fizeram os Reis de Portugal antes de si.

O simples facto de o mesmo afirmar tal posição serviria para reunir, não a totalidade mas a quase totalidade dos Monárquicos sob um mesmo estandarte.

 

Dir-me-ão que D. Duarte Pio já é defendido pela esmagadora maioria dos Monárquicos Portugueses.

 

Respondo que o papel de um Monarca é o de tentar reunir todos sob o mesmo estandarte e o de um Presidente da República o de se contentar com uma maioria e creio eu, D. Duarte Pio não se está a candidatar à Presidência da República mas sim a Rei dos Portugueses.

 

Um bem hajam,

Paulo Especial
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