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A Luta pela Igualdade de Direitos e Oportunidades
A Luta pela Igualdade de Direitos e Oportunidades A Luta pela Igualdade de Direitos e Oportunidades
2007.06.26 16:57h
Artigo de opinião do autor sobre o debate necessário em relação a esta temática.
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Esta é uma das discussões mais acaloradas que existe nos espaços de debate público monárquicos.

Creio que tal situação apenas denota a importância e o interesse para além de alguma desinformação, creio, nesta questão. Os principais tópicos centram-se actualmente nas questões do Casamento Homossexual e a Adopção por Homossexuais, sendo que por norma os monárquicos defendem uma recusa de ambas as situações usando como alegação a não naturalidade da homossexualidade e o que a aceitação destas situações implicariam para o bem estar social seja este da população em geral como das próprias crianças adoptadas.

Não encontro pelo menos no caso do Casamento Homossexual, nenhuma razão cívica ou de violação de direitos de terceiros que o impossibilite. Sendo assim notória a dificuldade em que os defensores do não se encontram para que a recusa desta proposta se baseie em pontos que não os baseados em questões religiosas. Sabendo de antemão que estas não podem ou devem ser tomadas em conta, quando se discute uma questão social e únicamente civil. Note-se que a nossa Constituição já permite o Casamento Homossexual, ao recusar qualquer forma de discriminação por orientação sexual no acesso a qualquer instituição. Existindo somente uma limitação legal, para a qual aparentemente não há qualquer justificação.

Outro dos pontos para a recusa do Casamento Homossexual, prende-se na ideia de que ao se permitir tal situação, automáticamente se esteja a permitir a adopção por parte destes. Ora, creio que são duas questões totalmente diferentes. É apontada a necessidade de uma Família Nuclear, dita, Tradicional, ou seja pelo menos, Pai, Mãe e Filhos para o ideal desenvolvimento de uma criança. E como é que uma criança se sentirá, ou pelo que esta terá de passar perante a sociedade ao se encontrar numa família "unissexual", permitam-me o tema. Esquecendo-se, creio eu, que existem famílias monoparentais, ou seja onde apenas há um dos pais e as crianças têm de ser confrontadas com essa situação, assim como creio eu, devam igualmente ser as crianças educadas e preparadas para interagir com uma sociedade que ainda é muito preconceituosa para tudo e todos quantos são diferentes da norma. Ou seja, que a tomada desta decisão de uma forma favorável, será quanto a mim uma forma de "forçarmos" a presente sociedade a se tornar mais aberta, ou seja, promovendo uma maior aceitação e combatendo a discriminação. Temos de pensar em todos, sejam estes os Heterossexuais, Homossexuais e as próprias crianças. E não usarmos apenas, como alguns possam pensar, as presentes situações para demonstrar um ponto. É tudo, quanto a mim, apenas uma questão de educação.

Creio lógicamente que todos aqueles que se candidatam a adoptar devam ser profundamente analisados de modo a que se tenha um elevado grau de certeza quanto à capacidade do proponente. Indiferentemente deste ser Homossexual ou Heterossexual e preferêncialmente sem preconceitos (dos examinadores). Lembremo-nos do superior interesse da criança, que é o desta ser feliz e crescer num ambiente propício ao seu desenvolvimento. Ora, para tal, creio eu que seja indiferente que aquele(s) que adoptam uma criança, sejam heterossexuais ou homossexuais se tiverem dado provas de serem capazes de criar a mesma. Agora, não acho correcto, que se esteja a manter crianças em centros de adopção apenas por o proponente ser homossexual. Diz-se que os Casais têm preferência na adopção por estes apresentarem desde logo uma família "tipo" ao contrário dos demais, eu não me importo com isso, embora creia que numa sociedade justa, a preferência deva recair naqueles que reunem mais condições/capacidades e não naqueles que possuam menos condições/capacidades mas têm um(a) companheiro(a). Mas gostava de tentar perceber o porquê de um divorciado igualmente ser preterido em relação a uma pessoa solteira. Já não estamos aqui a falar de discriminação sexual, mas sim social. A nossa Sociedade é ainda e em demasia preconceituosa e deverá ser esta a nossa luta. A de procurar corrigir as injustiças sociais que ainda existem, como a de por exemplo os homossexuais não poderem dar sangue.

Meus amigos, cabe a todos nós olhar bem no fundo de cada um e perguntarmo-nos sobre se os porquês destas discriminações e se elas têm razão de ser. Um abraço, IzNoGuud

Paulo Especial
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