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Objectivos Monárquicos
Objectivos Monárquicos Objectivos Monárquicos
2007.06.12 12:06h
Visão do Autor em relação aos Objectivos Monárquicos para Portugal e Europa num futuro imediato.
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O objectivo a atingir é e será sempre o de facultar, ou pelo menos possibilitar, a restauração de um Regime Monárquico em Portugal independentemente das divergências existentes em relação à especificidade particular de cada forma de Governação. Mas até este projecto terá de estar sujeito ao dever último que é servir Portugal e os Portugueses, embora para nós ambos os objectivos por norma se confundam (lembremo-nos no entanto que a norma não é a regra).

Temos, quanto a mim, enquanto monárquicos nos limitado à defesa, acérrima, de uma Monarquia para Portugal. Todos nós sabemos algumas das vantagens e/ou razões invocadas em justificação de um Regime Monárquico. No entanto e aparentemente, toda a defesa do Regime Monárquico se resume a isto, "...somos capazes de fazer mais e melhor...", mas mais e melhor o quê e como? De todos os Movimentos ou Ideologias Políticas, somos a mais inconsistente.

O que temos nós, enquanto monarquicos, para oferecer aos Portugueses para além de um Rei, Pompa em cerimónias de Estado e toda uma utopia baseada em "...somos capazes de fazer mais e melhor..."? Muitos responder-me-ão que não somos um partido e que cabe aos partidos, se houver necessidade dos mesmos, de então darem uma resposta aos Portugueses.

Quem investiria num projecto em que apenas vos dissessem "...comprem, pois vai ser muito bom..." e quando pedissem por mais detalhes apenas vos respondessem que o mesmo seria liderado por X pessoa e que o mesmo é muito capaz? Acredito que para alguns tal seja suficiente, mas não para a maioria dos Portugueses. Logo nos dias de hoje é impossível, volto a frisar, impossível a aceitação de um Regime Monárquico em Portugal sem que seja apresentada uma antevisão viável do que estes poderão esperar do mesmo. Note-se que eu não falo de promessas utópicas perfeitamente irrealizáveis, tal como vêmos os partidos mais pequenos por norma fazer apenas com o intuíto de atrair eleitorado. Como muito bem se diz, nós não somos um partido, mas teremos de saber "vender o nosso peixe" da mesma forma, ou melhor ainda, que os presentes partidos. Tem-se procurado capitalizar alguns eventos sob a égide de um Pretendente, coisas do estilo "casamento", "nascimentos", "baptizados". Tendo sido estes os únicos eventos em que a participação popular, no fundo mais curiosidade que identificação com o mesmo creio, foi notória. Todos os demais eventos passam despercebidos ou são plenos fracassos. Claro que a presente questão de uma sucessão não definida nos limita em muito a nossa esfera de acção. Pois assim não poderemos usar uma fígura em nosso proveito. Mas igualmente tal não nos deve esmorecer, pois se para existir um Rei é necessária uma Monarquia, para existir uma Monarquia apenas é necessária a vontade popular. Logo a fígura do Rei, até ficar definitivamente definida, deverá ser vista ou apresentada enquanto assunto/tema periférico. Logo, como nos devemos apresentar aos Portugueses? Como um Movimento de Cidadãos preocupados com o incumprimento quase constante das promessas eleitorais dos partidos.

Qual deverá ser a Base Ideológica que devemos apresentar aos Portugueses? Mas nada mais simples. A Monárquica! Afinal não são os Monárquicos que se afirmam enquanto isentos e capazes de representar todo o espectro político da direita à esquerda? Demonstrêmo-lo. Aqui no espaço da defesa ideológica o que deveremos apresentar? A verdade. Que sim, nos preocupamos e desejamos melhorar as condições dos trabalhadores, pedra base do modelo económico português, mas igualmente deveremos apresentar que se o investimento ou o apoio aos empresários não for defendido, que estes partirão para outras bandas e que o desemprego, sem qualquer dúvida, subirá. Teremos de ser aquilo em que a monarquia tem, ou costumava ter, mais à vontade. Ser Humanista. E quanto à Europa! Os Monárquicos, tal como os Portugueses, dividem-se entre 2 extremos. Desde aqueles que anseiam pela renúncia à Europa, os defensores do "...orgulhosamente sós..." aqueles que anseiam por um Estado Federal Europeu, tabmém conhecido como Estados Unidos da Europa. Ora, uma vez mais, eu creio que a visão mais correcta é a do meio termo. A população Portuguesa cada vez mais aceita a Europa e percebe a sua necessidade, mas mantêm-se Eurocéptica em relação à mesma. Note-se que com razão, pois todo o processo negocial em relação ao futuro da Europa tem sido feito à porta fechada. Porque não, então, explorar essa mesma lacuna?

Queremos salvaguardar os direitos dos trabalhadores europeus, restringir a deslocalização selvática de empresas (em especial as que beneficiaram de fundos europeus ou nacionais), procurar promover o consumo interno ajudando assim a sustentar as mesmas empresas/indústrias europeias, porque não taxar os productos extra-europeus até um ponto em que estes igualem o preço do producto mais barato equivalente da Europa. Seria este último até uma boa forma de dar fundos ao Governo Central Europeu. Ou seja, lutar por uma maior harmonia social europeia e da necessidade de se alargarem a todos os Europeus a possibilidade destes se pronunciarem, artigo a artigo da Constituíção Europeia. Podendo assim aceitar partes do mesmo texto e apenas onde existiam dúvidas, enviar os mesmos artigos para nova discussão. Poderemos igualmente defender o Estado Confederado Europeu, em que os Cidadãos de cada Nação, continuação a ter a última palavra em relação à Governação da mesma, estando somente algumas pastas sujeitas ao Governo Central Europeu, uma espécie de Suíça no fundo, ou do que era conhecido como Sacro Império Romano-Germânico.

O que limita a nossa esfera de acção, ou será contra-producente?

Em 1º lugar, a questão da necessidade de um partido para se concorrer às eleições europeias. Nem sei se tal não violará o direito de acesso às Instituíções Europeias por parte de Cidadãos Europeus.

2º A total desunião de desarticulação dentro dos Movimentos Monárquicos, ou seja, não nos apresentando enquanto movimento coeso aos Portugueses.

3º A total inadequação ou se recorrer a chavões ou excessos, a existência dos quais aparentemente já não são por vezes reconhecidos. No fundo agimos de igual forma que os comunistas, a título de exemplo, quando falam de "capitalistas", "burguesia", "proletariado", etc. em que por norma tais declarações já nos dão vontade de sorrir. Daí o famoso "camarada cassete" parodizado no Contra Informação.

4º A insistência na defesa de valores enquanto sociedade, quando os mesmos são e deverão ser apenas do foro pessoal. Não podemos/devemos cair na tentação de recair em alguma das 3 últimas limitações, sob o risco de continuarmos a ser a chacota dos Portugueses ou de pura e simplesmente vermos a nossa posição ser desconsiderada.

Note-se que não digo para que cada um deixe de ser como é. Apenas que devemos passar a ter uma maior atenção quanto à mensagem que queremos transmitir e pensar nas consequências de todas as nossas acções. Afinal estamos a falar de questões políticas e na política TUDO interfere.

Paulo Especial
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